Como manter a “dieta” nas festas de fim de ano?

Essa é uma das perguntas que mais escuto nessa época do ano: “nutri, socorro, como manter a dieta no natal e ano novo?”

Começando desde o principio, eliminaremos essa palavrinha dieta e pensaremos sobre as nossas queridas festas de fim de ano.

Como o próprio nome já diz, essas festas ocorrem somente uma vez no ano e quem tem uma alimentação equilibrada durante todo esse tempo não vai ser prejudicado por conta de um período pequeno.  Outra coisa importante é que nas festas é preciso se comportar frente a comida como em qualquer dia do ano, comer com atenção, tendo noção das quantidades consumidas.

Mas nutri? E aquele monte de comida? Vou poder comer?

Então, isso realmente é uma coisa a se pensar, é necessário ter 20 tipos de sobremesa, 5 tipos de proteína, e tudo mais? Muitas vezes fazemos muita comida sem necessidade, aumentando assim a compulsão por querer comer de tudo um pouco. O ideal é fazer uma ceia mais concisa, mas sim, cheia de sabor, pratos gostosos e saborosos, assim, você experimenta um pouco de tudo e não fica com o sentimento de querer comer as outras mil coisas que estão na mesa.

Natal é um período de confraternização, amor, troca entre familiares, amigos e tantas coisas boas e não é hora para pensar em calorias. Nós temos uma cultura alimentar e no natal é época de panetone, peru, rabanada, será que faz sentido se poupar de comer esses alimentos que normalmente só se come uma vez no ano e trocá-los por salada com frango grelhado, panetone fit ou sorvete de whey?

 

XUXUTONE

Então eu posso comer panetone? PODE!

Posso comer peru? PODE!

Posso comer bolo de sobremesa? PODE!

Mas então, como proceder? Vou comer muito e engordar muitos quilos nesses dias?

Não tenha medo! Coma devagar, mastigue, saboreie o alimento, escute seu corpo e coma o que sentir vontade.

Resumindo, o Natal deve ser uma refeição como outra qualquer do ano, essa preocupação excessiva aumenta ainda mais nossa ansiedade frente a comida e nos faz comer mais, se formos para a ceia com tranquilidade, pensando nos momentos agradáveis e felizes que vamos passar com nossos familiares e amigos, com certeza nosso foco muda e não fica somente na comida.

Uma ceia saudável é aquela que nos traz prazer e harmonia. Falando de conceitos nutricionais, se optarmos pelos alimentos mais naturais, diminuir a quantidade dos industrializados e processados, abusarmos das frutas, saladinhas, substituir refrigerantes e sucos industrializados por suco natural, não há problema algum em ter um peru, de preferência com tempero caseiro, evitando aqueles já temperados, ou um doce feito com açúcar refinado de sobremesa. Aliás gente, qual é o problema de comer um docinho? E não só de final de semana não, vamos adoçar a vida!

Tudo isso é uma questão de equilíbrio, de incluir alimentos que tenham um real significado para você e sua família. Que tal aproveitar a véspera e chamar sua família para cozinhar algum prato especial, ou então, irem todos à feira comprar os ingredientes. São esses momentos que ficarão guardados na memória de todos.

Respondendo a pergunta inicial: como manter a “dieta” nas festas de fim de ano? Não mantenha, aproveite que um novo ano está surgindo e mude! Mude seu relacionamento com a comida, tenho certeza que você não vai se arrepender!

Fome física x fome emocional: como lidar com as emoções sem usar a comida!

Comer é muito mais do que um ato de simplesmente ingerir nutrientes, comer é uma conexão entre se nutrir com emoções e comportamentos variados. A comida está ligada ao afeto e amor. Já parou para pensar que todas as grandes comemorações são feitas em torno de uma mesa ou com comida envolvida? Em um aniversário fazemos um bolo para o aniversariante, quando nosso filho está doente ou chateado, preparamos seu alimento predileto, quando queremos reunir a família, fazemos um grande almoço, o marido dá flores com chocolate para a mulher no aniversário de casamento, e temos tantos outros exemplos que poderia ficar aqui falando e falando, mas o que quero mostrar é que dar e receber comida está relacionado a rituais e celebrações.

Essa ligação é natural e saudável, o problema é quando passamos a usar a comida para “tapar buracos” emocionais, chamamos isso de comer emocional, quando não é possível diferenciar a sensação de fome de outras sensações corporais e passamos a comer por medo, ansiedade, alegria, tristeza, etc. Muitas vezes esse comportamento começa na infância, quando os pais oferecem comida como recompensa, tentando suprir ausência ou mesmo demonstração de amor.

E o que fazer?

Primeiramente é preciso pensar que ansiedade, solidão, tristeza, raiva e muitos outros sentimentos acontecerão durante a vida toda e que a comida não vai “resolver” esses sentimentos, pode apenas distrair, anestesiar ou mudar o foco, porém, no fim, até piora o problema.

Toda vez que você for se alimentar, pare, respire fundo e se questione: “Do que preciso? Será que preciso de comida ou de um abraço, carinho, companhia, afeto? Como faço para atender o que eu realmente preciso?”

Se perguntar sempre antes de comer se está realmente com fome ou se essa sensação é outra coisa, se for fome, coma. Caso não seja, deve-se buscar outras formas de resolver o problema. Por exemplo, ao se sentir solitário, como você poderia resolver isso? Pode-se ligar ou mandar mensagem para um amigo, escrever em um diário. Se estiver entediado, pode-se assistir um filme, ouvir música, ler um livro ou fazer alguma atividade que te dê prazer.

Quando não conseguir evitar o comer emocional, olhe essa experiência como um aprendizado e não como uma falha.

E você, acha que já teve em algum momento esse comportamento? Como faz para lidar com ele?

A importância da refeição em família

 

 

Antes de tudo, quem você convidaria para o jantar de hoje?

Esses dias estava refletindo em como estamos desperdiçando nosso tempo com coisas que realmente não valem a pena, ou então, gastando o tempo com coisas que julgamos importantes, mas que no fim não sabemos.

Fico triste em saber que hoje as famílias não se sentam à mesa para fazer uma refeição juntas. Você pode me dizer: “nossa, mas eu não tenho tempo”, “trabalho o dia inteiro e não tenho tempo de cozinhar”, “faço minhas refeições no trabalho e a noite comemos qualquer coisa”.

Escuto essas frases quase todos os dias e fico pensando, será que gastar um tempo preparando a nossa refeição realmente é tão sem importância assim?

Entendo como é difícil, mas não é impossível. Precisamos dividir responsabilidades entre todos da casa, inclusive com os filhos, a organização do tempo disponível vai ser fundamental nesse processo; realmente se após o trabalho formos tentar preparar algo, provavelmente vamos comer o que tiver mais fácil, sem atenção e muitas vezes cada um em um espaço da casa, um vendo TV, outro mexendo no computador, outro no celular.

A alimentação em família é um momento muito importante, é aquele momento em que podemos contar sobre os acontecimentos do dia (muitas vezes todos os integrantes da casa só se vêem no final do dia), é o momento onde as crianças vão conhecer novos alimentos e observar os pais, é o momento de ter atenção plena ao alimento, momento de descobrir novos sabores e sentidos, é o momento para estarmos longe de distrações (TV, celular, computador, tablet, etc.)

Já é certo que crianças que têm a oportunidade de comer com a família em um momento de prazer, são crianças com melhor relacionamento – inclusive com os próprios pais.

Que tal relembrar um pouquinho da sua infância, lembrar dos domingos com a família reunida, como você se sentia? Você não quer proporcionar esses momentos para seu filho?

E então, quem você convidaria para jantar?