Fome física x fome emocional: como lidar com as emoções sem usar a comida!

Comer é muito mais do que um ato de simplesmente ingerir nutrientes, comer é uma conexão entre se nutrir com emoções e comportamentos variados. A comida está ligada ao afeto e amor. Já parou para pensar que todas as grandes comemorações são feitas em torno de uma mesa ou com comida envolvida? Em um aniversário fazemos um bolo para o aniversariante, quando nosso filho está doente ou chateado, preparamos seu alimento predileto, quando queremos reunir a família, fazemos um grande almoço, o marido dá flores com chocolate para a mulher no aniversário de casamento, e temos tantos outros exemplos que poderia ficar aqui falando e falando, mas o que quero mostrar é que dar e receber comida está relacionado a rituais e celebrações.

Essa ligação é natural e saudável, o problema é quando passamos a usar a comida para “tapar buracos” emocionais, chamamos isso de comer emocional, quando não é possível diferenciar a sensação de fome de outras sensações corporais e passamos a comer por medo, ansiedade, alegria, tristeza, etc. Muitas vezes esse comportamento começa na infância, quando os pais oferecem comida como recompensa, tentando suprir ausência ou mesmo demonstração de amor.

E o que fazer?

Primeiramente é preciso pensar que ansiedade, solidão, tristeza, raiva e muitos outros sentimentos acontecerão durante a vida toda e que a comida não vai “resolver” esses sentimentos, pode apenas distrair, anestesiar ou mudar o foco, porém, no fim, até piora o problema.

Toda vez que você for se alimentar, pare, respire fundo e se questione: “Do que preciso? Será que preciso de comida ou de um abraço, carinho, companhia, afeto? Como faço para atender o que eu realmente preciso?”

Se perguntar sempre antes de comer se está realmente com fome ou se essa sensação é outra coisa, se for fome, coma. Caso não seja, deve-se buscar outras formas de resolver o problema. Por exemplo, ao se sentir solitário, como você poderia resolver isso? Pode-se ligar ou mandar mensagem para um amigo, escrever em um diário. Se estiver entediado, pode-se assistir um filme, ouvir música, ler um livro ou fazer alguma atividade que te dê prazer.

Quando não conseguir evitar o comer emocional, olhe essa experiência como um aprendizado e não como uma falha.

E você, acha que já teve em algum momento esse comportamento? Como faz para lidar com ele?

Restaurantes estilo self service, você tem medo?

 

Muito pacientes me perguntam sobre o que fazer quando estão fora de casa.  Na maioria dos casos esses pacientes almoçam em restaurantes todos os dias. Bom, caso você não consiga ou não possa levar sua marmita ao trabalho, restam algumas opções de restaurantes e locais de alimentação. Uma delas é o restaurante self service.

Obviamente que levar a sua marmita é mais interessante, sabemos exatamente o quanto de óleo  e sal estamos utilizando, não usamos temperos industrializados e sabemos a procedência de todos os alimentos, mas se essa não é sua rotina, é possível ter uma alimentação bacana em restaurantes prestando atenção em alguns pontos.

Primeiramente, a maior queixa desses restaurantes é a grande variedade de alimentos, que para mim, é mais uma vantagem do que uma desvantagem, porém muitas vezes acabamos pegando de tudo um pouco e fazendo um prato muito além da nossa fome. Então, chegando ao restaurante, dê uma olhada em todos os alimentos disponíveis e escolha dentro de uma refeição equilibrada o que você vai colocar no prato, não fique triste caso tenha muitos alimentos que você goste, normalmente nos outros dias esse preparo vai estar lá novamente e você vai poder comer normalmente.

Deixo aqui a figura do prato saudável para ilustrar um pouco. Lembre-se que isso é só uma ilustração, para saber exatamente o que é melhor para você é importante consultar um profissional nutricionista, já que cada pessoa é única.

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(Imagem retirada do site Nutri Soft Brazil)

Outro ponto importante é comer com atenção, sempre prestando atenção na saciedade. Muitas vezes pegamos mais comida do que poderíamos comer, mas como essa comida está no prato acabamos comendo, isso é um erro bem recorrente. Quando comemos devagar, prestando atenção nos alimentos, acabamos comendo menos, pois nos sentimentos saciados. Caso ainda tenha comida no prato você não precisa comer, só fique atento para não repetir o erro no dia seguinte.

Tente ir ao restaurante sempre acompanhado, normalmente isso evita que se coma rapidamente, facilita também o entrosamento de grupos, aumenta o senso de pertencimento e contribui para o bom desempenho de tarefas do trabalho.

E você? Consegue levar marmita para o trabalho ou acaba comendo em restaurantes? Tem alguma dificuldade nesse sentido? Conta pra gente!