Dicas de livros sobre alimentação

Final de ano e surgem várias confraternizações, amigos secretos e sempre fica a dúvida sobre o melhor presente.

Hoje estava pensando sobre o assunto, afinal preciso escolher o presente do meu amigo secreto e pensei em dar algumas dicas de livros interessantes sobre alimentação e nutrição. Eu sou uma apaixonada por livros e amo recebê-los nessas datas especiais.

Se você tem uma amigo secreto que tem algum problema relacionado a alimentação ou se você mesmo quer se dar um presente especial, aproveite as dicas que vou deixar aqui, coloquei somente os livros que eu já li. Espero que gostem!

 

O Peso das Dietas

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Foi o primeiro livro que li mais voltado para a área de Nutrição Comportamental. Inclusive foi com a Sophie que conheci e descobri esse jeito de fazer nutrição diferente. Vale a leitura.

“Neste livro, a nutricionista Sophie Deram derruba uma série de mitos e crenças sobre a alimentação e, de maneira clara e objetiva, reúne evidências contundentes das áreas da nutrigenômica e da neurociência para mostrar um caminho muito mais sustentável e prazeroso de alcançar um peso saudável.”

 

Fazendo as Pazes com o Corpo

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Livro incrível que toda mulher deveria ler.

“A insatisfação com o corpo é muito comum. E, especialmente no caso das mulheres, é incentivada pelo mercado, pela mídia e até pelas próprias mulheres. Daiana resolveu falar sobre isso. E aí você pensa: Uau, que legal, ela está curada e vai me ensinar a me curar! Não. Ela vai oferecer algo muito melhor: a verdade.”

 

Em Paz com a Comida

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É um livro dividido em semanas, cada uma dessas semanas aborda um tema com exercícios práticos.

“Nosso intuito com este livro é proporcionar a você uma série de reflexões sobre seu comportamento alimentar, bem como com sua imagem corporal, favorecendo o início do restabelecimento da sua conexão com seus sinais internos e fome, saciedade, estimulando um comer normal, flexível, livre de culpa, vergonha ou medo.”

 

Minduful Eating – Comer com Atenção Plena

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Mais um livro obrigatório nessa busca pela reconexão com o corpo e a comida.

“Na era da conexão digital; nunca estivemos tão desconectados com a comida; o corpo e a saúde. Em busca de soluções rápidas; as pessoas dividem os alimentos entre bons e ruins; partem para dietas restritivas; importam fórmulas que deram certo para os outros. Resultado: comem mal; sem prazer; frustram-se e sentem-se culpadas. O mindful eating – comer com atenção plena – traz um olhar sensível e diferente para o contexto da alimentação. Respeitando as escolhas e as vontades de cada um; propõe uma jornada de autoconhecimento e revisão dos hábitos à mesa com o objetivo de dar novos significados e propósitos à relação com a comida.”

 

Nutrição Fora da Caixa

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Uso muito no consultório durante as consultas, várias cartas, como se fosse um baralho mesmo, cada uma com uma mensagem ou reflexão.

“Nutrição fora da caixa” é a proposta de um novo olhar sobre a comida e sua relação com ela. Esta caixa contém provocações para quem quer repensar seu relacionamento com a comida. São 52 cartas feitas para você. Uma para cada semana do ano. Você pode usar uma por semana ou várias de uma vez. Você pode seguir à risca a instrução da carta ou apenas se inspirar nela. Você pode tirar sozinho ou para outra pessoa. Você pode fazer em grupo, dupla ou seguir carreira solo. Você pode deixar na carteira, grudar na geladeira ou “esquecer” as cartas por aí, ajudando outros a pensarem fora da caixa. Não existem regras para usar esse material. Você pode usá-lo como achar melhor. Esta caixinha permite tudo, menos pensamentos quadrados!

 

Esses foram somente alguns dos que me lembrei agora. Se você já leu algum livro que te tocou muito com relação ao assunto, conta aqui pra mim.

Boa leitura!

 

Fome física x fome emocional: como lidar com as emoções sem usar a comida!

Comer é muito mais do que um ato de simplesmente ingerir nutrientes, comer é uma conexão entre se nutrir com emoções e comportamentos variados. A comida está ligada ao afeto e amor. Já parou para pensar que todas as grandes comemorações são feitas em torno de uma mesa ou com comida envolvida? Em um aniversário fazemos um bolo para o aniversariante, quando nosso filho está doente ou chateado, preparamos seu alimento predileto, quando queremos reunir a família, fazemos um grande almoço, o marido dá flores com chocolate para a mulher no aniversário de casamento, e temos tantos outros exemplos que poderia ficar aqui falando e falando, mas o que quero mostrar é que dar e receber comida está relacionado a rituais e celebrações.

Essa ligação é natural e saudável, o problema é quando passamos a usar a comida para “tapar buracos” emocionais, chamamos isso de comer emocional, quando não é possível diferenciar a sensação de fome de outras sensações corporais e passamos a comer por medo, ansiedade, alegria, tristeza, etc. Muitas vezes esse comportamento começa na infância, quando os pais oferecem comida como recompensa, tentando suprir ausência ou mesmo demonstração de amor.

E o que fazer?

Primeiramente é preciso pensar que ansiedade, solidão, tristeza, raiva e muitos outros sentimentos acontecerão durante a vida toda e que a comida não vai “resolver” esses sentimentos, pode apenas distrair, anestesiar ou mudar o foco, porém, no fim, até piora o problema.

Toda vez que você for se alimentar, pare, respire fundo e se questione: “Do que preciso? Será que preciso de comida ou de um abraço, carinho, companhia, afeto? Como faço para atender o que eu realmente preciso?”

Se perguntar sempre antes de comer se está realmente com fome ou se essa sensação é outra coisa, se for fome, coma. Caso não seja, deve-se buscar outras formas de resolver o problema. Por exemplo, ao se sentir solitário, como você poderia resolver isso? Pode-se ligar ou mandar mensagem para um amigo, escrever em um diário. Se estiver entediado, pode-se assistir um filme, ouvir música, ler um livro ou fazer alguma atividade que te dê prazer.

Quando não conseguir evitar o comer emocional, olhe essa experiência como um aprendizado e não como uma falha.

E você, acha que já teve em algum momento esse comportamento? Como faz para lidar com ele?

Restaurantes estilo self service, você tem medo?

 

Muito pacientes me perguntam sobre o que fazer quando estão fora de casa.  Na maioria dos casos esses pacientes almoçam em restaurantes todos os dias. Bom, caso você não consiga ou não possa levar sua marmita ao trabalho, restam algumas opções de restaurantes e locais de alimentação. Uma delas é o restaurante self service.

Obviamente que levar a sua marmita é mais interessante, sabemos exatamente o quanto de óleo  e sal estamos utilizando, não usamos temperos industrializados e sabemos a procedência de todos os alimentos, mas se essa não é sua rotina, é possível ter uma alimentação bacana em restaurantes prestando atenção em alguns pontos.

Primeiramente, a maior queixa desses restaurantes é a grande variedade de alimentos, que para mim, é mais uma vantagem do que uma desvantagem, porém muitas vezes acabamos pegando de tudo um pouco e fazendo um prato muito além da nossa fome. Então, chegando ao restaurante, dê uma olhada em todos os alimentos disponíveis e escolha dentro de uma refeição equilibrada o que você vai colocar no prato, não fique triste caso tenha muitos alimentos que você goste, normalmente nos outros dias esse preparo vai estar lá novamente e você vai poder comer normalmente.

Deixo aqui a figura do prato saudável para ilustrar um pouco. Lembre-se que isso é só uma ilustração, para saber exatamente o que é melhor para você é importante consultar um profissional nutricionista, já que cada pessoa é única.

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(Imagem retirada do site Nutri Soft Brazil)

Outro ponto importante é comer com atenção, sempre prestando atenção na saciedade. Muitas vezes pegamos mais comida do que poderíamos comer, mas como essa comida está no prato acabamos comendo, isso é um erro bem recorrente. Quando comemos devagar, prestando atenção nos alimentos, acabamos comendo menos, pois nos sentimentos saciados. Caso ainda tenha comida no prato você não precisa comer, só fique atento para não repetir o erro no dia seguinte.

Tente ir ao restaurante sempre acompanhado, normalmente isso evita que se coma rapidamente, facilita também o entrosamento de grupos, aumenta o senso de pertencimento e contribui para o bom desempenho de tarefas do trabalho.

E você? Consegue levar marmita para o trabalho ou acaba comendo em restaurantes? Tem alguma dificuldade nesse sentido? Conta pra gente!