Comida de Festa Junina

Junho é um mês muito especial para nós brasileiros, mês de arraial, mês de festa junina.

Eu simplesmente amo festa junina, acredito que ela traga muitas lembranças e memorias da infância e é claro que a comida tem um papel super importante nisso.

Fico um pouco assustada com algumas dicas que vejo por aí sobre: “o que pode e não pode na festa junina”, “como manter a dieta durante a festa junina”.

Me sinto triste em ver como as pessoas estão lidando com a comida. A alimentação é um fator biopsicossocial, ou seja, deve abranger a parte biológica, os nutrientes, mas também deve contemplar a parte psicológica, social e cultural. Tem coisa mais cultural do que festa junina?

Sei que muitas vezes você pode pensar que são muitas calorias e que possivelmente vai engordar nessa época, mas não precisa ser assim, tire a culpa e o medo das calorias, respeite sua fome e saciedade, tire o foco só da comida e se divirta com sua família, participe das brincadeiras, dance.

Eu amo comida de festa junina, sou apaixonada por bolo de milho, bolo de fubá, paçoca, canjica, pipoca, quentão, vinho quente… Eu tenho uma memória bem grande da minha infância, lembro de estar com meus pais na missa e sentir um cheiro maravilhoso de todas essas comidas reunidas na praça da igreja. Não deixe que seus filhos percam essas memórias tão lindas por conta de dietas restritivas.

Qual que é sua comidinha preferida da festa junina? Tem algum prático típico da sua região?

Me contem… ❤🍉

O que é ser um Nutricionista Comportamental?

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é a Nutrição Comportamental, me questionam como seria o atendimento, me perguntam se eu sou a “nutri” que não prescreve dieta, entre outras coisas….

Você já percebeu que hoje em dia muitas pessoas têm uma relação conturbada com a comida? Percebeu que hoje as informações sobre emagrecimento estão super acessíveis, mas mesmo assim a população está engordando? Por que será?

O que aconteceu de uns tempos para cá foi uma explosão de informações sobre alimentação saudável e emagrecimento, um padrão de corpo cada vez mais distante da nossa realidade e muita informação vinda de não profissionais de saúde. Tudo isso gerou uma piora do relacionamento da comida, o famoso 8 ou 80. Ou as pessoas exageram ou fazem restrição, ninguém conseguiu achar o caminho do meio.

Com todas essas informações e regras, as pessoas pararam de escutar seu próprio corpo e vontades, muitas não sabem mais qual é seu alimento preferido. Passamos a enxergar os alimentos como nosso inimigo.

A Nutrição Comportamental veio para trazer uma “nutrição diferente” , muito mais abrangente do que os conceitos de “pode ou não pode” ou “saudável e não saudável”, apesar de as informações nutricionais estarem pipocando por aí e cada vez as pessoas estarem mais informadas, a mudança efetiva de hábitos e comportamentos não é uma verdade, porque olhar somente nutrientes e calorias de uma forma isolada não é o caminho, foi então que passamos a dar importância ao alimento como um todo. A nutrição comportamental tem como objetivo mudar essa relação, fazendo com que as pessoas sintam prazer (e não culpa) em comer.

O Nutricionista Comportamental vai focar em como se come, suas crenças, pensamentos e sentimentos sobre a comida; nós não restringimos, mas incluímos, queremos que a comida seja um prazer na sua vida e não um sofrimento. Acreditamos que é possível comer de tudo de uma forma equilibrada. Nós respeitamos seus gostos, sua história e cultura.

O COMO e PORQUE se come são tão ou mais importantes do que simplesmente O QUE se come.

Nós continuamos sendo nutricionistas, vamos fazer avaliação antropométrica (caso seja necessário), avaliar exames bioquímicos e junto com você avaliar sua alimentação. Trabalhamos com metas, diário alimentar, educação alimentar e nutricional e várias outras técnicas para mudança de comportamento.

É um acompanhamento com vários encontros onde te ensinarei a voltar a se reconectar com seu corpo, aquela conexão que muitas vezes perdemos por conta de tantas dietas e regras. Eu quero que você seja o protagonista da sua alimentação.

Você acha que a Nutrição Comportamental é pra você? Me conta um pouquinho do que você busca em uma nutricionista.

 

E o tal efeito sanfona?

Você começa a se olhar no espelho e passa a não gostar do que vê, se pesa e acha que está com alguns quilos a mais, faz uma busca na internet e começa a seguir algumas dicas que leu por lá, muitas das dicas diziam para você cortar o pão, o carboidrato, não jantar e tomar um shake. Em alguns dias você já começa a ver diferença no peso, muitas vezes na primeira semana você já elimina uns 2kg e com isso passa a acreditar que o caminho da restrição é o correto.

O que você não sabia é que depois de algumas semanas estaria super enjoada de comer o mesmo alimento todos os dias e que sua ansiedade iria aumentar, com isso você passaria a beliscar mais durante o dia e a se sentir super culpada por isso. Logo, você não sabia que iria engordar os quilos perdidos novamente!

sanfona

Quem aqui nunca passou por uma situação parecida com essa? Dieta restritiva, emagrecimento e ganho de peso novamente!

Quando falamos que dieta não funciona, não estávamos dizendo que ela não emagrece, com certeza fazer dieta, ainda mais restritiva, emagrece, porém é muito difícil manter o peso conseguido após muita restrição.

Quanto maior for a restrição, mais o corpo tenta se proteger, os sinais de fome e saciedade ficam prejudicados, você pensa mais em comida, come mais, come pior, come com culpa e a culpa faz comer mais ainda. É possível que nessa hora você pense em fazer uma nova dieta pensando “quem sabe essa dê certo”! Infelizmente a chance de ter os mesmos problemas é imenso.

E como resolvemos isso? Mudança de comportamento! Você precisa mudar a forma de viver, isso mesmo! Estar saudável é mudança de estilo de vida, é praticar atividade física, não estou falando aqui de ir para academia somente, estou falando de ser ativo no dia-a-dia, subir escadas, andar, estacionar o carro mais longe, coisas do tipo, além de voltar a se conectar com seu corpo, perceber sinais de fome e saciedade, melhorar o relacionamento com a comida, comer com atenção, devagar, cozinhar e dormir bem.

Se você deseja emagrecer, precisa entender o que te fez engordar, quais são as causas. Somente tratando a causa é que teremos resultado!

“Mude
Mas comece devagar, porque a direção
é mais importante que a velocidade.”

Edson Marques

Detox pós-carnaval

Como foi seu carnaval? Animado? Ingeriu muita bebida alcoólica? Preferiu ficar em casa tranquilo(a) mas acha que abusou um pouco da comida?

De qualquer forma, sempre vem aquele pensamento de que é necessário fazer alguma coisa com relação a alimentação para eliminar os excessos. Quem nunca fez um detox pós-carnaval? Será mesmo necessário?

Não, você não precisa fazer detox, fazer dieta líquida, da sopa, jejum ou coisa do gênero. O que você precisa é simplesmente voltar a sua rotina, simples assim…

Algumas dicas:

  • Não esqueça da ingestão de água:

Tome pequenas quantidades ao longo do dia, não adianta passar o dia sem tomar água e compensar tudo de uma vez só. Deixe uma garrafinha de água sempre perto de você, assim você não esquece. Você pode optar também por água saborizada com limão, laranja ou gengibre, fica bem gostoso.

  • Dê preferência para os alimentos in natura:

Nada de pacotinhos, prefira os alimentos naturais: frutas, verduras, legumes, oleaginosas, iogurtes naturais, peixes, carnes magras, ovos, frango, especiarias, feijões, arroz integral, batata, mandioca, azeite, água de coco, etc..

  • Se a ressaca foi forte e você sente necessidade de melhorar a hidratação, aposte nos chás e sucos antioxidantes:

Chás de cavalinha, hibiscos, camomila e verde. Para os sucos é só usar a criatividade, misture sempre 2 tipos de frutas, uma folha verde ou legumes, pode por água ou água de coco. Por exemplo, para um suco refrescante você pode usar uma pêra, uma maçã, um copo de água de coco natural geladinha e uma folha de hortelã.

Para finalizar, deixo um texto que achei na internet hoje, ele é de 2015 e nas buscas sobre “textos sobre dieta detox”  me deparei com ele, não pude deixar de compartilhar. Ele foi escrito pela Ruth Matos e ainda é muito atual.

Detox na vida**

POR RUTH MANUS

Porque a saúde não mora só no corpo.

Passou o natal, passou o ano novo, passou o carnaval. The game is over e a vida real pede passagem. É nessa hora que a febre detox-vida-nova-entrar-nos-eixos vem com força ainda maior- se é que isso é possível.

Detox vem da ideia de desintoxicar, tirar do corpo tudo o que não lhe faz bem. Louvável, sem dúvida nenhuma. Mas o problema começa quando as pessoas resolvem achar que duas garrafas de suco verde são a milagrosa solução para melhorar suas vidas.

2018* tá aqui na nossa frente e de nada vai adiantar desintoxicar o corpo, se a vida e a alma estão povoadas de hábitos, pessoas, dias e caminhos tóxicos. Parasitas, comodismos, vícios, medos.

Gente tóxica é o que mais tem. Gente cinza, amarga, invejosa, gente que gosta de problema, que gosta de doença, que gosta de discórdia, gente que vive de aparência, gente rasa. E não tem jeito, temos que fugir mesmo, cortar, evitar ao máximo. Bom dia, boa tarde e até logo. Não nos deixemos contaminar.

Não adianta comer chia toda manhã se a gente odeia o emprego e já sai de casa com vontade de voltar. Não dá para achar que o corpo vai estar puro se você não acredita no que faz e passa mais de 40 horas da semana ruminando tarefas infelizes.

Não adianta beber 3 litros de água por dia quando se está num relacionamento que afundou. É cômodo, todos sabemos. Mas a vida é uma só e não dá para ver os dias, meses e anos passarem com migalhas de amor e sem vestígios de paixão.

Não adianta colocar linhaça nas receitas quando só se reclama da vida, dos outros, do país, do calor, da chuva, do trânsito. É um círculo vicioso, quanto mais a gente fala das coisas ruins, menos atenção a gente dá às coisas boas e a vida vai ficando ruim, ruim, ruim.

É ilusão achar que a mudança vem de fora para dentro. Que a felicidade e a saúde cabem em embalagens plásticas com códigos de barra. Produtos podem ser ótimos coadjuvantes nessa busca, mas a verdadeira mudança é só o protagonista quem faz.

E eu quero um 2018* detox.

Detox de dias iguais.

Detox de gente ruim.

Detox de maus hábitos.

Detox de inveja.

Detox de relações doentes.

Detox de obsessões.

Detox de pessimistas.

Detox de medo de mudar.

Detox de dias desperdiçados.

Detox de sentimentos pobres.

Detox de superficialidade.

Detox de vícios.

Detox de viver por viver.

E pra fazer detox na vida é preciso coragem. Coragem para mudar, para arriscar, para romper, para fechar ciclos que há muito tempo deveriam ter terminado. O ano oficialmente começou e a pergunta é: vai ter só suco verde ou vai ter detox na vida?

*troquei 2015 por 2018
**texto original em http://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/detox-na-vida/

E a dieta Low Carb?

Quem aqui tem medo de carboidrato? E quem já fez alguma vez uma dieta retirando-os totalmente ou parcialmente? Vejo que a cada dia o medo do consumo dos carboidratos vem crescendo e achei importante dizer o que penso sobre ele.

Ainda recebo muitas perguntas sobre o consumo de carboidratos. Posso comer macarrão ou arroz depois das 18hs é a mais frequente delas, e a minha resposta para essa pergunta é: SIM!

CARBOIDRATOS

Primeiramente eu quero que todos saibam que eu amo carboidrato. Ele é um nutriente muito importante para nossa saúde, é ele que dá toda aquela energia tanto para os músculos como para o cérebro. Então, esqueçam a carbofobia, ok? Nada de ter medo do pobre coitado.

Mas o que seria essa “dieta low carb”? É uma dieta em que diminuímos o consumo de carboidratos para em média 45% do consumo total de alimentos no dia. O que não seria nada absurdo, é um valor aceitável dentro de um equilibro nutricional dependendo do estilo de vida da pessoa, porém o que vemos por aí é uma restrição quase que total do consumo de carboidratos somados a um excesso no consumo de proteínas, restrição de grãos, lactose, glúten, frutas (pasmem, até fruta o pessoal quer cortar). consumo exagerado de bacon, óleo de coco, manteiga, creme de leite sem limites, etc.

Na maioria das vezes esse low carb não deixa de ser mais uma dieta restritiva que tem data para começar e data para terminar, afinal quem consegue viver sem comer carboidrato?
Em relação ao emagrecimento, diminuir um pouco o consumo do carboidrato pode ser uma estratégia, mas não da forma como vejo por aí. O que acontece é que, de um modo geral, comemos mais carboidratos do que precisamos, daí vem a fama de engordar. Mas o carboidrato se for consumido dentro de proporções bacanas não vai atrapalhar o emagrecimento. Quanto comer? Um profissional pode te ajudar a avaliar isso, colocando os carboidratos nos momentos em que você necessita de mais energia e diminuindo um pouco em outros momentos. Temos também como retardar um pouco a absorção dos açúcares presentes nesses alimentos, tudo sem neura, com alimentos mais naturais e principalmente com prazer. Varie sempre sua alimentação, priorize os alimentos in natura, diminua os ultraprocessados e esqueça as restrições. Sua vida não precisa ser 8 ou 80, equilíbrio é a palavra-chave.
Agora me conta, como é sua relação com os carboidratos? Já tentou eliminá-los? Como foi a experiência?

Como manter a “dieta” nas festas de fim de ano?

Essa é uma das perguntas que mais escuto nessa época do ano: “nutri, socorro, como manter a dieta no natal e ano novo?”

Começando desde o principio, eliminaremos essa palavrinha dieta e pensaremos sobre as nossas queridas festas de fim de ano.

Como o próprio nome já diz, essas festas ocorrem somente uma vez no ano e quem tem uma alimentação equilibrada durante todo esse tempo não vai ser prejudicado por conta de um período pequeno.  Outra coisa importante é que nas festas é preciso se comportar frente a comida como em qualquer dia do ano, comer com atenção, tendo noção das quantidades consumidas.

Mas nutri? E aquele monte de comida? Vou poder comer?

Então, isso realmente é uma coisa a se pensar, é necessário ter 20 tipos de sobremesa, 5 tipos de proteína, e tudo mais? Muitas vezes fazemos muita comida sem necessidade, aumentando assim a compulsão por querer comer de tudo um pouco. O ideal é fazer uma ceia mais concisa, mas sim, cheia de sabor, pratos gostosos e saborosos, assim, você experimenta um pouco de tudo e não fica com o sentimento de querer comer as outras mil coisas que estão na mesa.

Natal é um período de confraternização, amor, troca entre familiares, amigos e tantas coisas boas e não é hora para pensar em calorias. Nós temos uma cultura alimentar e no natal é época de panetone, peru, rabanada, será que faz sentido se poupar de comer esses alimentos que normalmente só se come uma vez no ano e trocá-los por salada com frango grelhado, panetone fit ou sorvete de whey?

 

XUXUTONE

Então eu posso comer panetone? PODE!

Posso comer peru? PODE!

Posso comer bolo de sobremesa? PODE!

Mas então, como proceder? Vou comer muito e engordar muitos quilos nesses dias?

Não tenha medo! Coma devagar, mastigue, saboreie o alimento, escute seu corpo e coma o que sentir vontade.

Resumindo, o Natal deve ser uma refeição como outra qualquer do ano, essa preocupação excessiva aumenta ainda mais nossa ansiedade frente a comida e nos faz comer mais, se formos para a ceia com tranquilidade, pensando nos momentos agradáveis e felizes que vamos passar com nossos familiares e amigos, com certeza nosso foco muda e não fica somente na comida.

Uma ceia saudável é aquela que nos traz prazer e harmonia. Falando de conceitos nutricionais, se optarmos pelos alimentos mais naturais, diminuir a quantidade dos industrializados e processados, abusarmos das frutas, saladinhas, substituir refrigerantes e sucos industrializados por suco natural, não há problema algum em ter um peru, de preferência com tempero caseiro, evitando aqueles já temperados, ou um doce feito com açúcar refinado de sobremesa. Aliás gente, qual é o problema de comer um docinho? E não só de final de semana não, vamos adoçar a vida!

Tudo isso é uma questão de equilíbrio, de incluir alimentos que tenham um real significado para você e sua família. Que tal aproveitar a véspera e chamar sua família para cozinhar algum prato especial, ou então, irem todos à feira comprar os ingredientes. São esses momentos que ficarão guardados na memória de todos.

Respondendo a pergunta inicial: como manter a “dieta” nas festas de fim de ano? Não mantenha, aproveite que um novo ano está surgindo e mude! Mude seu relacionamento com a comida, tenho certeza que você não vai se arrepender!

Posso consumir doces se quero emagrecer?

A maioria dos meus pacientes me questiona sobre doces, me falam que possuem muita dificuldade em parar de comer os doces e que são “viciados”, colocam toda a culpa do ganho de peso nos doces. Mas eu te pergunto, será mesmo que os doces são os grandes vilões de uma boa alimentação? Será que eles realmente nos engordam tanto?

Primeiramente, não pensem nos alimentos como vilões e mocinhos, ok? Não existe alimento bom ou ruim, existe alimento e comida. O que realmente vai fazer a diferença é a frequência e quantidade de ingestão desse alimento.

O doce pode e deve fazer parte de uma alimentação equilibrada, muitas vezes o grande problema é que não queremos comer doce de jeito nenhum e acabamos criando uma fixação por ele, quanto mais a gente pensa que não pode alguma coisa, mais a gente quer!

Então, relaxe, coma o seu docinho, cuidado só com a quantidade, realmente não é legal comer uma barra de chocolate de uma vez!

E como eu diminuo a vontade de comer doce, nutri?

A primeira dica que eu dou é, diminua o consumo aos poucos, tem gente que come chocolate todos os dias e de repente resolve tirá-lo completamente de sua vida, alguém tem alguma ideia do que vai acontecer? Em pouco tempo o chocolate vai virar uma obsessão e na primeira oportunidade a pessoa vai comer todo o chocolate que tiver disponível e mais um pouco, quando a gente começa restringindo algo a tendência é essa, lembre-se que restrição gera compulsão.

Então, diminua aos pouquinhos, primeiro a quantidade e depois a frequência, se você costuma ter uma barra grande de chocolate disponível, prefira uma menor, depois tente comer o chocolate um dia sim e outro não em vez de comer todos os dias.
Vá diminuindo também, gradativamente, a quantidade de açúcar que você coloca nos alimentos, nós temos um paladar muito adocicado e temos a tendência de gostar de tudo muito doce, quando você diminui a quantidade de açúcar o nosso paladar vai mudando e você começa a apreciar novos sabores.
E o adoçante, posso substituir?  Nãooooo, diminua a quantidade de açúcar, eu quero que você mude seu paladar, ok? Depois venho em outro post falar sobre os adoçantes!!

E você, conta pra mim, gosta muito de doce? Tem muita dificuldade em diminuir o consumo?

Rihanna engordou, e daí?

Faz uma semana que estou vendo várias fotos da Rihanna pelas redes sociais, linda, maravilhosa, com uma roupa incrível no tapete vermelho. Fui pesquisar e saber sobre a foto, e descobri que ela estava no lançamento do filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, que conta com a cantora em seu elenco principal.

O que me chamou a atenção foi que todas as postagens que achei sobre a foto eram sobre o corpo da cantora, não achei nenhuma postagem falando sobre a premiação, o filme, ou qualquer outra coisa, somente que Rihanna tinha engordado ou “o que será que tinha acontecido?” Cheguei a ver comentários sobre “será que ela está grávida?”.

Comecei a pensar: Rihanna é uma mulher talentosíssima, participa de projetos sociais, tem uma trajetória incrível, mas as notícias sobre ela são de como e porque ela engordou.

Rihanna

Precisamos entender porque colocamos toda essa idealização na Rihanna e porque temos essa necessidade absurda de falar sobre o corpo das mulheres?

Várias pessoas famosas sofrem com isso, é tanta pressão para se manter magra, linda, que são feitas coisas absurdas para uma manutenção e perda de peso, como uso de medicamentos, dietas malucas e até drogas ilícitas, mas tudo bem se você estiver magra!!

Essa pressão estética é assustadora, lembre-se que as pessoas famosas são pessoas como nós, merecem respeito, não é por serem pessoas públicas que elas têm obrigação de se manterem magras e dentro de um padrão de beleza muitas vezes inatingível.

Ninguém tem nada a ver se a Rihanna, eu ou você engordamos, ninguém sabe o que se passa em nossas vidas e o que aconteceu para isso, nós simplesmente podemos ter cansado de fazer dieta, Rihanna pode estar se preparando para um personagem, eu posso estar tomando alguma medicação, você pode ter simplesmente engordado porque quis e tudo bem!!!

Este padrão de beleza machuca e destrói milhões de vidas, principalmente de mulheres em busca desse ideal.

Você pode querer engordar se você se sente melhor assim, pode querer emagrecer também, o importante é ter autoestima, amor por quem você é e pelo seu corpo!!

Imagens: Instagam/divulgação

Férias, e agora?

Acabei de voltar de férias e foi tudo maravilhoso, fui fazer um intercâmbio em Malta de 4 semanas e tive a oportunidade de conhecer um pedacinho da Sicília e Suíça. Foi tão incrível que só de pensar me dá uma saudade imensa.

Antes da viagem estava um pouco preocupada, meu medo era de não conseguir fazer nenhuma atividade física, de não ter comida fresca para comer, de engordar muito, entre outras coisas. Já contei aqui que fui uma criança e adolescente gordinha e que mesmo após emagrecer, toda viagem eu acabava engordando alguns quilinhos.

Chegando lá, depois da primeira semana, acabei relaxando sobre esses pensamentos e para minha surpresa, acabei voltando mais magra.

Lição que eu aprendi com isso, respeite muito seu corpo, sua fome e saciedade, durante a viagem tentei exercitar bastante isso, acabei comendo de tudo, mas não me senti cheia e desconfortável, como já me senti algumas vezes. Experimentei todas as delicias de que tive vontade, a comida era muito saborosa, muita influência italiana, massas e sorvetes deliciosos, até os sanduíches eram uma delicia, os chamados paninis, super frescos e bem feitos.

À noite, no jantar, tínhamos uma comidinha bem fresca e natural da nossa host, isso me ajudou muito, mas de sobremesa sempre tinha um pedacinho de Lindt ou Milka (sou viciada nesse chocolate hehe).

Sobre a atividade física, nunca tive o costume de correr durante as férias, mas dessa vez como ficaríamos 30 dias resolvi levar todas as minhas roupas e tênis… usei uma vez!! haha

O fato era que andávamos no mínimo 4 quilômetros todos os dias para ir e voltar da escola, e além disso andávamos muito em todos os passeios, em nenhum momento me senti “sedentária”, quando eu fico muito tempo sem fazer exercício sempre tenho uma sensação estranha, de cansaço, dor e nesses 30 dias me senti ótima, com muita energia, era um grande prazer andar pelo país, um sol agradável, paisagens lindas, hoje sinto falta dessa minha caminhada de todos os dias.

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O que quero dizer para você é: relaxe!! Quando a gente começa a se autoconhecer e a identificar seus sinais de fome e saciedade, você pode estar na sua casa, em outra cidade, em outro país, que você vai saber lidar com a comida que lhe é oferecida.

Não pense nisso:

“E se eu engordar nas férias?”

Ah, lembra das vezes que eu disse que engordei um pouquinho nas férias, meu peso logo voltou ao normal com a volta da minha rotina habitual, ou seja, de uma forma ou de outra, seu corpo vai saber como resolver seu problema, só acredite mais nele!

As minhas dicas para as férias são:

– Primeiramente, aproveite, aproveite tudoooo, seja ficando em casa descansando ou indo viajar, experimente novos alimentos, desfrute dos momentos agradáveis com amigos e família;

– Não se preocupe tanto com seu peso e sobre calorias, foque sua atenção na questão da fome e saciedade;

– Equilíbrio: tente sempre optar pelos alimentos mais frescos e naturais, mas de vez em quando se permita comer algum outro alimento que você tenha vontade e sem culpa;

– Evite os fast foods e comidas muito industrializadas, é super possível comer bem em qualquer lugar, basta ter curiosidade de procurar novos locais, mercados municipais, etc;

– Se você gosta de fazer atividade física, faça! Mas faça se você realmente gosta e não por obrigação, lembre-se, suas férias são para relaxar e não para se estressar. Se for possível fazer passeios ao ar livre e a pé, aproveite, é muito gostoso conhecer uma cidade andando.

Você já se preocupou muito com ganho de peso durante alguma viagem? Conta pra mim!!

Have a nice trip, vjaġġ tajba (boa viagem em Maltês), buona vacanza, boas férias!!!!

Por que não acredito em dietas e nem todos os meus pacientes recebem um plano alimentar?

Sou formada há 7 anos e sempre fui apaixonada por nutrição, desde o ensino médio tinha o sonho de cursar a faculdade. Consegui, finalizei e uma nova angustia começou a me perseguir: toda vez que eu ia calcular um cardápio era um sofrimento, estava tudo lindo, masssssss a proteína estava acima da recomendação, diminuía a proteína e a gordura aumentava, mudava a gordura e faltava vitaminas, enfim… e eu comecei a pensar que era humanamente impossível comer sempre a mesma coisa todos os dias e que se trocássemos por qualquer alimento da lista de substituição, alguma coisa iria ficar “fora nos cálculos”.

Cheguei a conclusão que calcular dieta não era para mim, mas todos meus pacientes me cobravam uma dieta, e fui percebendo que a pessoa queria a dieta, mas dificilmente conseguia seguir.

De um modo geral, as pessoas têm uma ideia fixa da nutrição, uma grande importância ao papel/dieta, aos alimentos “milagrosos”, o que pode ou não comer e esquecem de avaliar o próprio corpo, como ele reage e se comporta aos alimentos.

papel da nutricionista

É claro que em alguns casos o plano alimentar é muito importante, por exemplo, com atletas ou doenças específicas, mas não é necessário para todos, posso dizer que a grande maioria das pessoas não precisa desse plano alimentar ou dieta toda certinha e calculada.

Fui conhecendo novas abordagens, aquelas que faziam meus olhos brilharem e quando tive a oportunidade de viajar para Europa eu vi como os hábitos deles eram diferentes do nosso, sem tanta restrição, comendo com prazer, calma e caminhando muito (muito mesmo, é impressionante como se anda por lá rs).

Desde então mudei totalmente minha forma de pensar sobre alimentação, não só profissionalmente, mas na minha vida pessoal, e fazer cardápio/dieta já não fazia parte dos meus valores, do que eu acreditava e acredito.

Acredito em uma alimentação sem restrições, o que não quer dizer que a pessoa deva comer o que quiser, em qualquer momento e sem nenhum critério, mas sim, prestar atenção nas suas escolhas e vontades. Uma alimentação leve, prazerosa, respeitando seus sinais internos de fome e saciedade, suas emoções, suas culturas e crenças, vai ser uma alimentação para a vida inteira, consistente, isso te trará benefícios físicos e emocionais, e isso sim, será duradouro.

A alimentação consciente leva em conta suas sensações de fome. Será que você, todo dia, tem o mesmo nível de fome ou está sempre comendo a mesma quantidade só porque te disseram que aquela quantidade era a certa? Nossa fome varia de acordo com a temperatura, nível de atividade física, horas de sono, etc. Um cardápio que determina o que você deve comer todos os dias não leva em conta que você tem vontades diferentes.

Não ter um cardápio pronto vai fazer você ter mais autonomia sobre sua própria alimentação, pensar e refletir sobre suas escolhas e conseqüências delas.

Hoje o que faz meus olhos brilharem é ver meus pacientes se conhecendo melhor e vivendo em harmonia com seus corpos e alimentos ao seu redor.

E você, é muito dependente de um cardápio? Acha possível ter uma alimentação bacana ouvindo seu corpo? Conta pra mim!!