Restaurantes estilo self service, você tem medo?

 

Muito pacientes me perguntam sobre o que fazer quando estão fora de casa.  Na maioria dos casos esses pacientes almoçam em restaurantes todos os dias. Bom, caso você não consiga ou não possa levar sua marmita ao trabalho, restam algumas opções de restaurantes e locais de alimentação. Uma delas é o restaurante self service.

Obviamente que levar a sua marmita é mais interessante, sabemos exatamente o quanto de óleo  e sal estamos utilizando, não usamos temperos industrializados e sabemos a procedência de todos os alimentos, mas se essa não é sua rotina, é possível ter uma alimentação bacana em restaurantes prestando atenção em alguns pontos.

Primeiramente, a maior queixa desses restaurantes é a grande variedade de alimentos, que para mim, é mais uma vantagem do que uma desvantagem, porém muitas vezes acabamos pegando de tudo um pouco e fazendo um prato muito além da nossa fome. Então, chegando ao restaurante, dê uma olhada em todos os alimentos disponíveis e escolha dentro de uma refeição equilibrada o que você vai colocar no prato, não fique triste caso tenha muitos alimentos que você goste, normalmente nos outros dias esse preparo vai estar lá novamente e você vai poder comer normalmente.

Deixo aqui a figura do prato saudável para ilustrar um pouco. Lembre-se que isso é só uma ilustração, para saber exatamente o que é melhor para você é importante consultar um profissional nutricionista, já que cada pessoa é única.

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(Imagem retirada do site Nutri Soft Brazil)

Outro ponto importante é comer com atenção, sempre prestando atenção na saciedade. Muitas vezes pegamos mais comida do que poderíamos comer, mas como essa comida está no prato acabamos comendo, isso é um erro bem recorrente. Quando comemos devagar, prestando atenção nos alimentos, acabamos comendo menos, pois nos sentimentos saciados. Caso ainda tenha comida no prato você não precisa comer, só fique atento para não repetir o erro no dia seguinte.

Tente ir ao restaurante sempre acompanhado, normalmente isso evita que se coma rapidamente, facilita também o entrosamento de grupos, aumenta o senso de pertencimento e contribui para o bom desempenho de tarefas do trabalho.

E você? Consegue levar marmita para o trabalho ou acaba comendo em restaurantes? Tem alguma dificuldade nesse sentido? Conta pra gente!

 

Meu Filho Não Come

 

Durante a minha prática clínica e atendimento em consultório, acredito que essa foi uma das queixas mais abordadas pelos pais, “já fiz de tudo para meu filho comer e ele não aceita nada”, “se deixar, ele passa o dia todo sem comer”, “ele não quer experimentar nada”, entre outras frases.

Denominamos esse comportamento de Neofobia Alimentar, o que nada mais é do que o medo do novo, medo de experimentar novos alimentos. Esse comportamento normalmente acontece por volta dos 2 anos, justamente pela maior autonomia que a criança passa a ter nesse período.

A neofobia alimentar não é sempre negativa, ela é uma proteção inata que temos aos alimentos, evitando consumo de alimentos tóxicos, ou seja, a criança precisa sentir segurança em comer determinado alimento, quanto mais ela vê os pais ou pessoas próximas consumindo uma grande variedade de alimentos, ela será estimulada a experimentá-los e se sentirá mais segura. Esse processo é de fundamental importância.

Acredito que muitos pais já devem ter sidos orientados com relação ao número de vezes que uma criança precisa estar exposta a um determinado alimento, realmente a criança precisa ser exposta a um tipo de alimento por volta de 10 vezes para realmente afirmamos que ela não o aceita. O paladar tende a mudar a partir da 7° tentativa e o que muitas vezes vemos é que os pais desistem antes de toda essa exposição, lembrando que o mesmo alimento deve ser oferecido com diferentes tipos de preparações.

É importante fazer a criança sentir prazer ao se alimentar, quanto mais a criança é pressionada a comer, maior é o estresse, liberação de cortisol e consequentemente, há uma diminuição do apetite, além de sempre ligar o momento das refeições a um momento estressante e sem prazer.

Outro ponto importante é verificar se os pais não estão querendo que a criança coma mais do que realmente ela sente fome, após os dois anos há uma desaceleração do crescimento e a criança passa a comer menos, além de que, como comentamos no início, ela tem uma maior autonomia, novas descobertas e acaba perdendo um pouco do interesse pela comida.
A dica que dou para os pais nesse momento é, acalmem o coração, sejam exemplos dentro de casa, consumam uma variedade grande de alimentos, tenham disponíveis em casa todos os tipos de alimentos, principalmente os não aceitos pelo pequeno, façam com que a criança tenha fácil acesso a esse alimento, não adianta ter frutas, verduras e legumes na geladeira ou na fruteira longe do alcance da criança, a disponibilidade aos alimentos deve ser percebida por ela, os alimentos devem estar na refeição, mesmo que a princípio ela não coma.

Ame-se e tenha um comportamento e atitude alimentar saudável, não substitua os alimentos que seu filho não gosta por outro que ele goste, seja autoridade em sua casa, lembre-se que ser autoridade é diferente de ser autoritário (posso falar um pouquinho sobre isso depois), não use recompensas ou prêmios.

Observe como é o comportamento alimentar do seu filho na escola ou na casa dos colegas, se ele é seletivo somente em casa, esse comportamento pode ser muito mais do que um problema alimentar, algumas vezes uma forma de chamar a atenção, entre outras coisas.
A alimentação deve ser sempre prazerosa, um momento de interação entre a família, associe os alimentos a esses momentos, marque um piquenique no parque e peça pra criança ajudar no preparo dos alimentos, peça ajuda dela para definir o cardápio (sempre dentro do que os pais achem pertinentes), acredite no seu filho, façam as refeições juntos e estejam sempre presentes.

Lembre-se que o processo de familiarização com a comida é mais importante do que o fato de ela comer no final, esse processo precisa ser frequente e regular. Mantendo uma boa relação com a alimentação do seu filho, mais cedo ou mais tarde ele irá aprender a comer quase de tudo (não esqueça que é normal não gostar de alguns alimentos, você come de tudo?)

Deixo aqui uma frase pra refletirmos: “Amor e confiança são mais importantes do que uma mordida de brócolis”.

A importância da refeição em família

 

 

Antes de tudo, quem você convidaria para o jantar de hoje?

Esses dias estava refletindo em como estamos desperdiçando nosso tempo com coisas que realmente não valem a pena, ou então, gastando o tempo com coisas que julgamos importantes, mas que no fim não sabemos.

Fico triste em saber que hoje as famílias não se sentam à mesa para fazer uma refeição juntas. Você pode me dizer: “nossa, mas eu não tenho tempo”, “trabalho o dia inteiro e não tenho tempo de cozinhar”, “faço minhas refeições no trabalho e a noite comemos qualquer coisa”.

Escuto essas frases quase todos os dias e fico pensando, será que gastar um tempo preparando a nossa refeição realmente é tão sem importância assim?

Entendo como é difícil, mas não é impossível. Precisamos dividir responsabilidades entre todos da casa, inclusive com os filhos, a organização do tempo disponível vai ser fundamental nesse processo; realmente se após o trabalho formos tentar preparar algo, provavelmente vamos comer o que tiver mais fácil, sem atenção e muitas vezes cada um em um espaço da casa, um vendo TV, outro mexendo no computador, outro no celular.

A alimentação em família é um momento muito importante, é aquele momento em que podemos contar sobre os acontecimentos do dia (muitas vezes todos os integrantes da casa só se vêem no final do dia), é o momento onde as crianças vão conhecer novos alimentos e observar os pais, é o momento de ter atenção plena ao alimento, momento de descobrir novos sabores e sentidos, é o momento para estarmos longe de distrações (TV, celular, computador, tablet, etc.)

Já é certo que crianças que têm a oportunidade de comer com a família em um momento de prazer, são crianças com melhor relacionamento – inclusive com os próprios pais.

Que tal relembrar um pouquinho da sua infância, lembrar dos domingos com a família reunida, como você se sentia? Você não quer proporcionar esses momentos para seu filho?

E então, quem você convidaria para jantar?

Fuga das Ilhas 2016, eu fui!!

 

Pra quem não sabe, nado desde meus seis aninhos (faz, assim, pouco tempo rs) e sou completamente apaixonada por natação. Sou apaixonada agora, porque quando comecei, não gostava tanto. Sempre digo para meus pacientes, procurem alguma atividade que te proporcione prazer, depois que achar, fazer exercício vai ser maravilhoso!

Em dezembro fui participar pela sexta vez consecutiva da minha travessia aquática preferida: Fuga das Ilhas.

Amo a prova, porque ela é realizada em uma praia lindíssima e charmosa, além de ser a última do ano, então vamos com aquela sensação de dever cumprido e como sempre tem alguém estreando, nadamos sem metas e grandes objetivos, o que deixa tudo uma grande festa.

Somos levados de escuna da praia, desembarcamos em uma ilha a 2 mil metros do continente e de lá voltamos nadando. A prova tem toda estrutura de barcos, escunas, stand up e bombeiros para a segurança dos participantes, além de médicos e enfermeiros para algum incidente.

Como estava hospedada em Maresias, saímos do chalé por volta as 7 horas e chegamos um pouco antes das 8 em Barra do Sahy, o trânsito era intenso, ou seja, saia cedo, porque as 8 horas já é a largada da primeira bateria e como a praia é super pequena falta espaço para tanto carro.

Acabamos parando em um estacionamento, que esse ano estava uma exploração, 50 reais, isso me deixa muito chateada, somos muito explorados em qualquer evento, me lembro que ano passado o estacionamento foi 20 reais, sábado quando fomos buscar o kit era 20 reais e no dia da prova custou 50, bem complicado, enfim, não tinha muita opção.

A praia estava bem cheia, mas conseguimos um local bem gostoso pra deixar nossa tenda, o pessoal da academia já havia chegado e ficamos em baixo de umas árvores e bem próximo da chegada dos atletas.

Meu embarque foi as 10 horas e a largada da ilha as 11, o mar estava bem agitado e em alguns momentos eu sentia que nadava, nadava e não saia do lugar. Nadei na cia de vários amigos e foi tudo uma grande festa. Na chegada alguns caldos, mas tudo dentro dos conformes (rs).

Nadar na piscina é uma delicia, mas nadar no mar é sensacional, a sensação gostosa de estar no meio da natureza é incrível!

No próximo ano não sei se me dedico mais a natação, a corrida ou aos dois juntos (rs).

Muitas vezes me perguntam por que eu gosto tanto de nadar ou correr, se é para emagrecer ou coisa parecida, não posso ser hipócrita e dizer que não penso na estética, óbvio que sim, mas a prática do exercício pra mim é muito mais que isso, é aquela sensação pós prova, maravilhosa cheia de endorfina, é a possibilidade de fazer grandes amigos, é a chance de compartilhar momentos.

Nessa prova nós acompanhamos duas meninas que nunca tinham nadado no mar, e foi tão gratificante, muito mais gratificante do que fazer meu melhor tempo. É lindo de ver o brilho nos olhos da pessoa e a felicidade de ter conseguido.

O esporte é muito mais do que melhorar tempo, ganhar medalhas ou troféus, é mesmo fazendo um esporte individual, como a natação, pensar no coletivo. É só amor envolvido!  ♥

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Sugestão de Leitura: O Peso das Dietas

 

Hoje venho aqui sugerir um livro que eu realmente amo e acredito que deveria ser uma leitura obrigatória para quem deseja ter uma alimentação mais saudável e consciente.

O Peso das Dietas foi escrito pela Sophie Deram, uma nutricionista francesa e brasileira naturalizada, especialista em comportamento alimentar e ativista contra dietas restritivas. Ela acredita no prazer de comer e no poder dos alimentos verdadeiros para resgatar a saúde e chegar ao peso saudável.

No livro ela aborda o porquê, mesmo fazendo tantas dietas, o mundo continua engordando, aborda entre outros temas, as mudanças na sociedade, falta de tempo, insatisfação corporal e ditadura da magreza e beleza. Ela também explica um pouquinho sobre a obesidade e os transtornos alimentares, alimentação consciente e como nosso cérebro controla fome, apetite e saciedade.

Sophie acredita no prazer de comer e no poder dos alimentos verdadeiros para resgatar a saúde e chegar ao peso saudável.

Uma parte que gosto bastante é o capitulo que fala “Por que você quer emagrecer? Será que precisa mesmo?” e do “Faça as pazes com seu corpo”, quando a gente se ama a gente cuida mais de si, se importa mais, o segredo para o auto cuidado é se amar!

Ela termina o livro com várias receitas caseiras e fáceis para o dia a dia. Ela, assim como eu, é super adepta do “vamos voltar a cozinhar”.

O livro tem 315 páginas e é de uma leitura fácil e gostosa.

Se quiser saber mais um pouquinho sobre a Sophie deixo aqui uma das redes sociais dela com várias dicas fáceis e práticas.

E você, já leu o livro? Ficou interessado? Conte pra gente!

Vamos falar sobre restrição alimentar?

Falar sobre alimentação e nutrição é realmente um assunto que me motiva e me traz felicidade.

Escolhi nutrição pelo simples fato de ter sido “gordinha” durante minha infância e início da adolescência e quando decidi emagrecer, me peguei lendo milhares de informações em revistas e meu sonho era descobrir o que cada alimento fazia dentro do organismo, quantas calorias ele tinha e qual combinação seria melhor em cada refeição. Obviamente acabei descobrindo tudo isso, porém percebi que “tudo” isso não era o suficiente, algo estava faltando. O que me deixava mais intrigada era ficar calculando um cardápio e ter que adequar todos os nutrientes corretamente (isso dava um trabalho imenso) e pensar: mas essa pessoa vai comer os mesmos alimentos todos os dias? E se ela mudar o arroz integral pela batata, já vai mudar a quantidade de proteína e de vitamina. E agora? Quem poderá nos defender?

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Essa inquietação me acompanhou por muito tempo, e hoje, não vou dizer que tenho uma resposta, mas vejo que essa prescrição toda certinha não faz mas tanto sentido, claro que temos casos mais específicos de determinadas doenças onde é necessário todos os cálculos, porém, será que para o paciente saudável e que deseja emagrecer isso funciona?

Tá, você falou, falou, mas e a restrição alimentar? O que tem a ver com isso?

Estou realmente assustada com o rumo que a nutrição vem tomando nos últimos anos, muitas restrições, alimentos classificados como bons e ruins, muitas dietas prontas nos meios de comunicação e muita pressão da sociedade para que todos sejam lindos, magros (mas não pode ser magro demais, também), sarados, inteligentes, ricos, bem sucedidos, e muito mais coisas que eu poderia ficar aqui falando por horas e horas. O que quero dizer, é que hoje somos cobrados para sermos perfeitos!

De novo, e a restrição alimentar?  Sim, tudo isso faz com que busquemos milagres, informações errôneas na mídia, entre outras loucuras. Quem nunca ficou vários dias sem comer aquele alimento que adora, pensando que essa restrição irá fazê-lo emagrecer.  Essa restrição faz o efeito oposto, quando nos esforçamos para não pensar em algo, pode ter certeza que pensaremos ainda mais. Quer fazer um teste? Feche os olhos e não pense em um elefante rosa… pois é, o elefante rosa vai ficar um bom tempo na sua mente. Acontece o mesmo com aquele chocolate que amamos, mas que repetimos diversas vezes que chocolate faz mal, que chocolate engorda, não posso comer chocolate hoje, só posso comer chocolate no final de semana.

Mas e se não restringir esses alimentos como vou emagrecer?

O segredo do emagrecimento está no equilíbrio, em resgatar comedores competentes, aprender o que comer e quanto comer, melhorar o paladar aumentando a variedade de alimentos consumidos, comer em quantidade adequada e comer de acordo com a situação e contexto.

Tudo isso é possível:  é preciso escutar mais o corpo e menos as regras, comer com calma, junto da família, experimentar combinações, ver o que te deixa mais saciado, comer sem culpa, acabar com o estigma de alimentos bons e maus. Parece simples, mas nem sempre é tão simples assim, por isso nós nutricionistas estamos aqui, para te ajudar a melhorar seu relacionamento com a comida, a comer com prazer, a melhorar sua autoestima. Procure sempre orientação de um profissional caso precise, lembre-se que nós também amamos comida!!!

Por fim, deixo esse vídeo para pensarmos: O que aconteceu com a última criança para ela ter tido essa reação? Deixe sua opinião nos comentários!

O teste do Marshmallow

 

Ai, que saudade de Portugal e do meu bacalhau

Lembra quando falamos de restrição alimentar ? É tão gostoso comer, a comida nos traz tanta lembrança, pra que restringir, né?

Pois bem, esse final de semana foi aniversário do meu pai e eu queria comemorar em algum restaurante legal, foi ai que logo lembrei de um bacalhau com natas que comi em Portugal, logo falei “vamos procurar um restaurante português”.

Acabei escolhendo o “Ora Pois”, um restaurante situado na Vila Madalena (outro lugar que amo), de três irmãos lisboetas que tinham o sonho de ter um restaurante português, sem grandes pretensões, mas onde se pudesse comer uma boa comida a preço justo como é comum em Portugal.

O local é uma gracinha, pequeno e charmoso, todo com decoração portuguesa e com louças que são um mimo a parte.

Obviamente pedi meu bacalhau com natas. Como é gostoso comer algo com vontade e ter sensações como da primeira vez que comi esse prato, lembrei do restaurante em Porto, próximo do Rio Douro, do vinho que acompanhou e do sabor da comida. É aquela sensação do “comfort food”, da comida que conforta, que acolhe, que faz você relembrar coisas boas e gostosas, seja da sua infância, de uma viagem, de um momento especial da sua vida.

Acho que ainda vou demorar um pouquinho para voltar em Porto e desfrutar do meu bacalhau com natas, mas em caso de extrema saudade, já sei onde ir novamente.

Ah, a sobremesa estava deliciosa, não poderia faltar, né.

Vi que em fevereiro terá noite de fado, estou pensando seriamente em ir e reviver outros momentos marcantes de Portugal.

E voltando a restrição alimentar, eu poderia muito bem ter ido a Portugal e comido saladinhas em todas as refeições, mas não, eu preferi conhecer a cultura do local. Também, com a culinária maravilhosa deles… fato que quando voltei para São Paulo estava uns 2 kg acima do meu peso, afinal a rotina mudou e eu experimentei muita coisa diferente. Mas além desses dois kg, que foram eliminados com a volta da rotina, sem sofrimento, eu trouxe uma bagagem muito maior, inclusive a de poder ir em um restaurante por aqui e reviver todos esses momentos especiais que estão no meu coração.

E você, tem alguma comidinha que toca seu coração? Conta pra gente!